quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Perguntas & Respostas - 5

Pergunta (de Dedo Político): Concorda que no Parlamento nacional deveria existir pelo menos um representante de todos os partidos políticos existentes em Portugal?

Resposta: Concordo que o sistema eleitoral deveria ser directamente proporcional ao número de votos obtidos em vez de, como actualmente sucede com o Método de Hont, maximizar os resultados dos maiores partidos em detrimento das forças políticas e correntes de opinião minoritárias.
Isto significava por exemplo, que com a percentagem da votação das últimas eleições para o Parlamento Europeu, o MRPP teria eleito, pelo menos, 2 deputados para a Assembleia da República.

Três compromissos

Eleito deputado, vou-me bater pela instituição do princípio de que nenhum governante ou deputado aufira um rendimento superior ao que auferia antes de ser eleito ou nomeado, nem tão-pouco beneficie de regalias que sejam superiores às de qualquer trabalhador no activo.
Eleito deputado, vou-me bater pela criação de mecanismos constitucionais que não só permitam como até imponham demitir imediatamente os governantes e os deputados que violem os seus compromissos eleitorais e políticos. Não devia ser permitido que alguém vença eleições cavalgando promessas que nunca pensou cumprir.
Eleito deputado, vou-me bater pelo estabelecimento de condições de igualdade, de oportunidades e de tratamento na difusão das ideias, das posições e dos programas políticos entre todos os partidos e forças políticas que se apresentem aos actos eleitorais.
Sem que estes princípios sejam estabelecidos, não se poderá nunca falar de plena Democracia em Portugal e haverá sempre, nos órgãos do poder, uma maioria de representantes políticos submetidos ao poder do dinheiro e aos interesses dos grandes grupos económicos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Perguntas & Respostas - 4

Pergunta (de Dedo Político): Será Portugal governável sem uma maioria absoluta?

Resposta: Perfeitamente! Essa teoria de que só é possível governar se se tiver uma maioria absoluta e, logo, se puder fazer tudo o que se quiser, é uma tese própria de ditadores que nunca estão dispostos a negociar e a terem de encontrar pontos de entendimento com outras forças políticas que não a sua, e que nunca conseguiram, nem nunca conseguirão compreender que, tal como já se ensinava na Grécia Clássica, a essência da Democracia não é a ditadura de uma maioria (que circunstancialmente se formou), mas sim a preservação das minorias. Até porque estas podem ter, como ao longo da História têm tido muitas vezes, razão naquilo que defendem…

CONTRA a escravidão assalariada

A eleição de deputados do PCTP/MRPP – mesmo de um só que seja! – significa dar forma a um programa político capaz de arrancar o país da gravíssima crise em que se encontra mergulhado, significa criar uma alternativa real ao desemprego, à escravidão assalariada, à pobreza e à privação de direitos a que se encontram submetidos os cidadãos em geral, e que seja susceptível de merecer o apoio de todas as forças políticas e personalidades que se reclamam da Liberdade para o povo e da Democracia.
É por esse Programa Político de autêntica “salvação nacional” e por essa eleição de deputados que aqui estamos. E é essa a grande batalha que vamos vencer, com o esforço e a participação de todos os que se recusam a ser escravos!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Convite - Inauguração da Sede de Campanha



Não é nenhum palacete solarengo da velha burguesia, mas foi o que se arranjou. Trata-se de uma loja, num prédio novo de Campo de Ourique e é lá que vai funcionar a sede de campanha no círculo eleitoral de Lisboa.
Estão todos convidados para a inauguração, na próxima 6ªfeira, dia 4, pelas 18 horas. Um beberete de pequenos discursos será servido na ocasião. Gostava de vos ver lá a todos. Amigos, apoiantes, desconhecidos (futuros amigos), todos serão bem vindos.
A nossa loja fica, então, no cruzamento da rua Tenente Ferreira Durão com a rua Infantaria 16, em Campo de Ourique.

Assim se manipula


Já todos percebemos como vão as televisões cobrir a próxima campanha eleitoral. Até mesmo a RTP, canal público e com obrigações especiais no serviço que presta, vai remeter para a “mini” RTP-N as mini-entrevistas que dedicaram aos partidos que não são do poder e, logo, não estão envolvidos no lodaçal em que estes governantes e afins enterraram o país. As grandes entrevistas, tanto na RTP como na TVI e na SIC, passarão em horário nobre nos principais canais dessas estações, e serão em exclusivo com os cabeças de lista dos cinco partidos do poder.
A mesma imprensa que passa a vida a dizer que as campanhas são desinteressantes e que não aparecem ideias novas é, afinal, uma das principais responsáveis por só podermos ouvir "mais do mesmo"!

Do que precisamos

Perante a estrondosa derrota nas eleições europeias, o Governo e o Primeiro-Ministro entraram em autêntico “estado de coma”, nada decidindo nem nada fazendo, envergando a pele de cordeiro da falsa humildade. E, ainda pior, mostrando mesmo já uma completa falta de carácter político, cedendo à pressão da direita adiaram todas as grandes obras públicas de que o País está necessitado.
Precisamos de pôr cobro a este estado de coisas!
Precisamos também de apostar, e de apostar a sério, nos grandes factores de desenvolvimento do Século XXI, ou seja, no investimento tecnológico, na modernização de processos, na qualificação dos trabalhadores e na rejeição do modelo tradicional da “competitividade”, assente no trabalho pouco qualificado, utilizado intensivamente e muito mal remunerado.
Precisamos de impor que a Banca seja colocada a investir na actividade produtiva e a pagar impostos pelos lucros fabulosos que acumula – por exemplo, o BES acaba de anunciar que, em plena época de crise e só no 1º semestre deste ano, já realizou 245 milhões de euros em lucros!