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sexta-feira, 3 de junho de 2011

PARA REFLEXÃO!...



Visto que vamos entrar em período dito de reflexão, aqui fica o meu último apelo: que vejam e escutem, sem preconceito, a intervenção que fiz no jantar de campanha que teve lugar ontem! Que decidam do vosso voto em consciência e não em função das escolhas que nos pretendem impôr. A luta não termina aqui. O Povo vencerá!

1ª parte: http://www.youtube.com/garciapereira2011#p/u/10/Kcbg1T8G5Q4

2ª parte: http://www.youtube.com/garciapereira2011#p/u/9/cCwasSNdn64

3ª parte: http://www.youtube.com/garciapereira2011#p/u/8/92nWIkLWk7g

4ª parte: http://www.youtube.com/garciapereira2011#p/u/7/VDtfUPvcRM8



Uma certeira análise política, um vibrante discurso de apoio, um empolgante apelo à luta feitos por Arnaldo Matos no jantar da campanha. A ouvir!

1ª parte: http://www.youtube.com/garciapereira2011#p/u/12/xBkgL2Dy0og
2ª parte: http://www.youtube.com/garciapereira2011#p/u/13/cU4v25LbVD4


Declaração de apoio de Pedro Barroso que me tocou profundamente!

Voto na inteligência

Caro Garcia Pereira

Não sou comunista. Se um dia a sociedade fosse totalitariamente comunista, eu seria oposição, fuga ou morte. REJEITO-O COM TODO O VIGOR da minha alma livre, de poesia, sonho e utopia. Valores que me mantêm livre e contra a corrente, confesso.

Não sou trabalhador nem operário. A não ser das palavras e das ideias e da música. Dessas sim, tenho os calos da vida e da viagem derramada pelo Mundo e o prazer de todos os palcos em que renasci. E os que me convidaram e aplaudiram foram cúmplices.

Não tenho partido. Penso por matriz e direcção própria, caso a caso, os conceitos de justiça e as prioridades da vida e do Mundo. Decido as soluções, reunindo facilmente com o meu próprio Kremlin, sito no andar mais alto de mim, espaço da massa cinzenta, oitava circunvolução frontal esquerda, face aos valores da minha educação, bom senso e inteligência.

Não sou proletário. Converti paulatina e cuidadosamente os aplausos que me deram em património pessoal, que melhorei, cuidei e embelezei, e que sinto hoje orgulho e prazer em possuir, para compartilhar com a família e os amigos. Fruto do meu trabalho, do meu suor, de muitos milhões de kms, de muitas alegrias e amarguras. Nunca aceitaria que mo roubassem.

Sinto o conceito de Democracia Popular, o maoismo, o Livro vermelho, tudo isso, uma saudosa e terna memória de juventude, entre o menino e a procura, entre o risível e a bruma da memória, uma espécie de museu da teoria política e de um acreditar que até me faz sorrir. Nunca acreditei muito em grande coisa e muito menos nisso.

Mas – cumprido, ao que parece o pressuposto prioritário que é a derrota deste Governo…- votarei em si. Pelo desassombro, pela valia, pela voz necessária, pela valentia, pela persistência, pela confiança que me transmite de fazer um bom cargo e sobretudo pela inteligência. Nunca, jamais, pensei na vida fazê-lo. Mas aceito em emprestar-lhe o tal voto para que tenha voz.

Um abraço

Pedro Barroso
Músico, Autor, Compositor

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Luta Continua

Não elegemos deputado, mas ultrapassamos 52.000 votos e afirmamo-nos claramente como o primeiro partido extra-parlamentar, esvaziando balões como o MEP, que teve menos de metade dos nosso votos e o MMS, vencendo manobras de cerco e aniquilamento. As ideias que defendemos são justas e a eleição há-de ser um dia. Bem hajam.

Rescaldo, no Público


Nenhum dos partidos mais pequenos chegou a atingir a fasquia de um por cento nestas eleições legislativas, mas o PCTP/MRPP (Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses) aproximou-se muito desse resultado.
O partido liderado por Garcia Pereira obteve 0,93 por cento dos votos (52.633 eleitores), seguido de longe pelo Movimento Esperança Portugal (MEP), que se ficou pela metade, com 0,45 por cento (25.338 votos).
O PCTP/MRPP ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 50 mil votos que lhe permite receber a subvenção estatal, o que segundo Garcia Pereira é a “afirmação clara do partido como o maior dos extra-parlamentares”.
Para o cabeça-de-lista do PCTP/MRPP pelo círculo de Lisboa, este resultado vai permitir ao partido dispor de meios que até aqui não estavam ao seu alcance, sendo uma “magnífica vitória a nível nacional”. Garcia Pereira salientou a perda da maioria absoluta do PS que considera obrigar o “Eng. Sócrates a encontrar alianças e entendimentos de que até agora não foi capaz”. “Em Lisboa não será possível eleger um deputado. Assumo essa responsabilidade política mas também digo que se não for desta vez, outras vezes existirão de certeza”, concluiu Garcia Pereira.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ontem, na baixa de Lisboa - relato publicado no Diário de Notícias


Em passo rápido, Garcia Pereira fez o percurso entre a estação de comboios do Rossio e o início da Rua Augusta, mas o aglomerado de caloiros concentrados na Praça D. Pedro IV fez a pequena comitiva parar e dirigir-se para o meio da confusão.
Entre apertos de mão e votos de "boa sorte", foi junto os caloiros de Direito que Garcia Pereira ouviu o maior elogio: "É o maior advogado de Portugal", gritou um, rapidamente aplaudido pelos futuros colegas que o rodeavam.
Mais tarde, em declarações aos jornalistas, o líder do PCTP/MRPP devolveu as palavras simpáticas.
"Tivemos oportunidade de ver entre os jovens, que nisso dão uma lição de democracia muito grande, porque, os jovens, mesmo aqueles que têm uma filiação partidária marcada ou uma escolha marcada têm aquele ponto de vista democrático que todas as opiniões se devem expor", afirmou.
Contudo, apesar das queixas da falta de oportunidade que é dada aos partidos mais pequenos para falar e expor as suas ideias, Garcia Pereira disse fazer um "balanço francamente positivo" da campanha.
"Defendemos ideias, procurámos o mais possível que elas fossem discutidas, relativamente a um país que está, de facto, à beira da catástrofe", declarou, lamentando, porém, que os maiores partidos tivessem transformado a campanha "num circo mediático".
Quanto às expectativas para domingo, o líder do PCTP/MRPP reiterou que o partido defende "com convicção a eleição de um deputado".
"A partir daí nada mais será como dantes se conseguirmos a eleição de um deputado do MRPP", vaticinou.

A Festa


O jantar de ontem terminou de ontem terminou já hoje, 200 pessoas encheram o pavilhão central do Mercado da Ribeira. Foi um grandioso encerramento simbólico desta campanha eleitoral.
Depois do bacalhau conventual, mousse de chocolate, salada de frutas e discursos como sobremesa. Discursos onde ouvi dizer que é preciso votar no MRPP, com a esperança de que, um dia, sejam outros a falar na Assembleia da República. Discursos de homens e mulheres livres, gente sem medo. Sem medo de ter medo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

No i-online



O cabeça-de-lista do PCTP/MRPP às eleições legislativas mostrou-se hoje favorável à construção de uma terceira travessia do Rio Tejo, em Lisboa, e da aposta no comboio de alta velocidade, embora na "rota dos emigrantes".
"De facto, deve haver uma terceira travessia. É absolutamente urgente e permite concretizar a ideia de que o rio não pode separar as margens e impedir a circulação das pessoas. Em nenhuma delas (travessias) deve haver pagamento de portagens", defendeu Garcia Pereira, após um passeio de barco no Tejo.
A acção de campanha para o sufrágio de 27 de Setembro e para as eleições autárquicas de 11 de Outubro, nas quais Carlos Paisana será o primeiro da lista da capital do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses/Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, visou alertar para o "laqueamento" da cidade relativamente ao rio, "fruto de uma entidade feudal como a Administração do Porto de Lisboa", e outros "crimes arquitectónicos" que impedem o aproveitamento deste "magnífico estuário".
"Lisboa deve ser um grande porto de passageiros e de mercadorias, que permita transformar Portugal na grande placa giratória de mercadorias e pessoas", reiterou Garcia Pereira.
O dirigente do PCTP/MRPP defende também uma "aposta séria no transporte ferroviário, o transporte do futuro", por ser "rápido, cómodo, seguro e amigo do ambiente", nomeadamente a alta velocidade.
"Agora, não é o 'TGV' para transportar uns quantos senhores a reuniões em Madrid. Tem que ser de passageiros e de mercadorias. Uma via de alta velocidade do Sul, Algarve, até ao Noroeste da Península Ibérica, na Corunha. O que permitirá fazer do Porto a grande capital regional do Noroeste da Península Ibérica", argumentou.
Para Garcia Pereira, a actual intenção governamental de construir a linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid não faz sentido e "só serve Espanha", para "roubar turistas ao Algarve e levá-los para a costa Sul espanhola".
"Deve ser um eixo transversal de entrada e saída da Europa. Aveiro, Vilar Formoso e Bordéus, no percurso tradicional dos emigrantes", concluiu.

No Diário de Notícias (via Agência Lusa)


O líder do PCTP/MRPP mostrou-se hoje crítico para com as políticas do Governo em relação aos deficientes, defendendo que a eleição de um deputado do MRPP representará uma voz na Assembleia da República pelos direitos dos deficientes.
"Um deputado do PCTP/MRPP pode e deve apresentar na Assembleia da República um conjunto de propostas de lei revogando medidas absolutamente gravosas contra os deficientes que foram sendo sucessivamente aprovadas por este Governo", referiu o candidato do partido às legislativas no final de um encontro com dirigentes da Associação Portuguesa de Deficientes.
As medidas que permitem às seguradoras "não realizar contratos de seguro ou agravar substancialmente" os prémios de pessoas com deficiência, o que tem como consequência, nota Garcia Pereira, o "não acesso ao crédito para a compra de uma habitação", são exemplo de normas que o PCTP/MRPP pretende trazer a discussão caso consiga eleger um deputado.
"É um dispositivo legal completamente em contradição com a declaração que o Governo português internacionalmente assinou", referiu aos jornalistas o líder do PCTP/MRPP sobre a referida medida.
Garcia Pereira destacou ainda na reunião com a Associação Portuguesa de Deficientes o "trabalho incansável" dos trabalhadores da associação "em prol da defesa" dos deficientes.
"As pessoas que se dedicam de alma e coração a estas causas sem nenhuma compensação pecuniária mas sim por convicção são invencíveis. Isto leva tempo, alguns de nós não estaremos cá quando algumas dessas batalhas forem vitoriosas, mas o futuro da história é de quem tem a força da razão e não de quem tem a razão da força", reforçou na ocasião o candidato.
O líder do PCTP/MRPP confirmou também aos jornalistas que sexta-feira estará presente no programa "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", mostrando-se o candidato "pronto" para enfrentar as perguntas do humorista Ricardo Araújo Pereira: "Dou-me muito bem com o humor", sublinhou Garcia Pereira.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Na Antena-1


Para quem não teve oportunidade de ouvir, a entrevista que dei a Maria Flor Pedroso, jornalista da RDP, aqui.

Convite: Jantar de encerramento da campanha


Jantar de Encerramento - Dia 24/09, Quinta-Feira

20 Horas


Restaurante "Comida da Ribeira" - Mercado da Ribeira - Lisboa


Inscrições pelo telefone: 213874302 ou pelo email: vota@garciapereira09.net
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domingo, 20 de setembro de 2009

O sonho comanda a vida

Sonhar é o último dos direitos que nos querem expropriar e relativamente ao qual temos que nos bater com unhas e dentes. A circunstância de se pretender impedir que as pessoas aspirem a uma sociedade melhor e se pretenda apresentar em nome de ideais, contra-ideais perfeitamente oportunistas como “o pragmatismo”, quererem que as pessoas não tenham por linha orientadora, por bússola, o bater-se pela construção de uma sociedade melhor, eu acho que isso significa o grau zero da política.
Entre “grandes” e “pequenos” há 15 partidos que organizaram listas de candidatos a estas eleições. Comparem as propostas de cada um deles e escolham em consciência. Não vão em tretas.

sábado, 19 de setembro de 2009

Em campanha, no Porto


Um livro, muitos amigos

Um magnífico anfiteatro cheio de amigos que me foram apoiar na apresentação do meu livro “Crónicas – Um país sob escuta”. É comovente estar rodeado assim por tanta gente. Obrigado a todos.
A apresentação do livro esteve a cargo de dois queridos amigos: o Dr.António Pires de Lima e o Dr. Joaquim Jorge.


Do que eles disseram guardo algumas frases que calaram fundo cá dentro. Desculpem-me a imodéstia, mas tenho que as reproduzir aqui…


Pires de Lima, ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, disse que muitos anos depois de me ter conhecido, ainda continua à procura de descobrir qual a diferença de pensamento entre mim e ele. Velho e sábio, este meu amigo diz que não consegue encontrar divergências éticas quando lê as coisas que eu escrevo. Isto, vindo de alguém conotado com a direita política, é algo que não me pode passar ao lado. Mesmo descontando a amizade que nos liga… Eu sei que não é fácil alguém assumir, deste modo frontal, uma relação de amizade e solidariedade comigo.



O Dr.Joaquim Jorge, presidente do Clube dos Pensadores, além de ter escrito o prefácio, veio do Porto de propósito para este evento. Independentemente dos considerandos que teceu sobre o livro, registei o apoio inequívoco que decidiu dar à minha candidatura política. “A Assembleia da República ia ficar mais rica” garantiu ele à assistência. Bom, apenas posso acrescentar que não o deixarei ficar mal. Nem a ele nem a nenhum dos outros que me decidirem apoiar e votar nas listas do PCTP/MRPP.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Em campanha, por Almada

Esta tarde andei por Almada, em campanha eleitoral. Um encontro com a Associação de Comerciantes e um passeio pela cidade resultaram num rol de queixas que aqui deixo expostas.
Os comerciantes dizem que a diminuição do poder de compra da população está a levar à ruína o comércio local, já de si asfixiado pela concorrência desleal das grandes superfícies e pelo “pagamento por conta” inventado pela antiga Ministra das Finanças de Durão Barroso (vade retro), dona Manuela Ferreira Leite e mantido até aos dias de hoje. A acrescentar a isto, a invasão de comerciantes chineses que importam e revendem produtos da China, onde a exploração capitalista assentou arraiais e escraviza o operariado de modo implacável.
Quanto a estes problemas, o programa do PCTP/MRPP aponta o caminho da produção de riqueza, da reanimação económica, assentes no trabalho qualificado, incorporação tecnológica, facilidade de crédito bancário, diminuição de impostos e abolição do pagamento por conta.
Reparei ainda que o comércio local almadense está a sofrer bastante com as alterações impostas ao tráfego automóvel e à circulação pedonal devido ao traçado do Metro de superfície. A cidade ficou cortada ao meio e as alegadas zonas pedonais não funcionam como tal porque os automóveis passam por lá livremente, provocando o afastamento do público desses locais devido à sensação de perigo provocada por essa promiscuidade entre peões e veículos motorizados.

Algumas destas questões são de âmbito camarário e terão de ser resolvidas pela edilidade mas, quanto aos impostos e ao programa de reanimação da economia nacional, contem comigo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um compromisso com os professores


No âmbito das minhas actividades da campanha eleitoral para as legislativas, recebi hoje um grupo de professores. Entre eles, Paulo Guinote, um dos que mais se tem distinguido na luta dos professores pela dignificação da classe profissional e na defesa dos direitos que lhes são devidos.


Esta é uma questão que conheço bem. Produzi dois pareceres sobre a legislação publicada pelo Ministério da Educação e muito contestada pelos sindicatos, mas há sempre desenvolvimentos e senti necessidade de ficar actualizado. E, infelizmente, as novidades não me parecem boas… segundo os relatos que ouvi, a situação nas escolas continua turbulenta e o ano lectivo, que começou esta semana, não promete a tão ansiada paz escolar…Acontece que em algumas escolas estão a contratar professores à margem da lei laboral, impondo cortes nas regalias sociais como, por exemplo, o não pagamento de subsídio de férias ou o compromisso de não fazer greve. Um pouco à semelhança do que já acontece no ensino universitário, parece que o Ministério se prepara para invadir o ensino secundário com professores sujeitos aos famigerados “recibos verdes”, sinónimo de total precariedade laboral.
A conversa foi longa e produtiva, mas interessa aqui dizer, em resumo, que assumi o compromisso de, uma vez eleito, continuar a defender a justa causa dos professores. Entendo que a escola não é uma fábrica e, portanto, não pode ser gerida como tal. A gestão escolar cabe a quem lá vive e trabalha. Os professores merecem dignidade, segurança, uma carreira sustentada por critérios de equidade e mérito profissional, não por critérios quantitativos definidos administrativamente e materializados nas infames quotas.
Os professores têm muito para batalhar, ainda. É verdade que quase todos os partidos políticos (hoje, na oposição) lhes prometeram apoio para a próxima legislatura. Mas sabemos bem como as coisas mudam quando eles passam da oposição para a “posição de rapar o tacho”. Uma vez no governo ou apoiantes do mesmo, as promessas eleitorais caem no esquecimento…
Não se deixem enganar, mais uma vez. Não votem neles. Votem no PCTP/MRPP.

domingo, 13 de setembro de 2009

Coisas que eu digo


- Os direitos em Portugal transformaram-se em serviços onde tudo tem que ser pago.
- Devemos ter um sistema fiscal assente num imposto único.
- Não se vê uma única ideia nova por parte dos partidos do arco do poder para combater a crise.
- Nós temos ideias: é eciso rasgar o modelo antigo e apostar num modelo novo com base num programa estrutural do estado.
- Esta crise deve-se ao modelo de desenvolvimento económico seguido nos últimos 30 anos introduzido por Salazar no final dos anos 60.
- Nas últimas eleições, pela primeira vez desde o 25 de Abril, depois de uma derrota do PS não houve um aumento do PSD. Há, por parte dos cidadãos, um repúdio por um destes partidos que não significa um aumento do outro.
- Somos o país com maior fosso entre ricos e pobres da Europa.
- Pela primeira vez desde 1918, em Portugal o número de óbitos foi maior que o número de nascimentos.
- Há mais de 50 mil jovens desempregados.
- E há outros 50 mil jovens que tiveram que emigrar, num remake dos anos 60.


Não queremos nada disto. Não votem neles. Votem no PCTP/MRPP.

Em campanha, pelo Norte


Sábado foi dedicado ao Norte. O dia começou em Vila Nova de Gaia pelas 10 horas da manhã. Visitámos a Associação dos Proprietários de Vila d'Este onde pude conhecer o trabalho social e o apoio educativo que desenvolvem junto da comunidade local, apesar das inúmeras dificuldades e falta de apoios que têm.

Na visita à zona habitacional fui abordado por vários moradores que se queixaram de várias injustiças e problemas sociais: reformas que mal chegam para o pão, vontade de trabalhar e falta de oportunidades de emprego...


No início da tarde tivemos um encontro na Póvoa Varzim na Associação Pro-Maior Segurança Homens do Mar. A falta de segurança dos pescadores é um tabu que governantes e políticos não dão qualquer resposta, como se queixou o Mestre José Festas: “O Paulo Portas mentiu-me! Disse que ia falar da segurança dos pescadores e não cumpriu… Devíamos ter a costa toda coberta com um helicóptero" – a opinião de quem sabe, o Mestre José Festas. E, realmente, os homens do mar estão à mercê da sorte. Por exemplo, o socorro a náufragos só está disponível às horas do expediente… e não é preciso ser “doutor” para se concluir que não faz sentido um serviço de socorro a náufragos ter horário de escritório…



A meio da tarde tivemos a oportunidade de visitar Moreira de Cónegos e conhecer um grupo composto por pessoas bastantes jovens e dinâmicas que se candidatam à junta de Freguesia. Na cabeça da lista está Anabela Oliveira, uma jovem brilhante, professora de profissão, que defende o slogan: “Mais que promessas, compromisso com o povo”.


Moreira de Cónegos não avança porque está parado há muito tempo. Podemos dizer o mesmo do nosso país!

Em campanha

*Hoje, em Alhos Vedros, o PCTP/MRPP apresenta as listas de candidatos às autárquicas. É na Academia 8 de Janeiro, às 18 horas.

*Hoje, ainda, estarei na Moita, nas Festas do Concelho.

*2ªfeira, 14. Vou à SIC-Notícias para a “Revista de Imprensa”. É em directo, cerca das 09h15.

*Ainda na 2ªfeira, participarei num encontro/debate com intelectuais e artistas, em Oeiras. O evento decorrerá no restaurante “Caçoila”, pelas 18h30.

*3ªfeira, 15. Visito o INEM, às 10h30, em Lisboa.

*4ªfeira, 16. Reunião com professores do secundário, na sede da minha candidatura, em Campo de Ourique, Lisboa.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Em campanha, na Associação 25 de Abril


A Associação 25 de Abril abriu-nos as portas. Fomos recebidos por alguns elementos da direcção, nomeadamente pelo presidente, o “capitão de Abril” Vasco Lourenço.
Quase 35 anos depois, constatámos que o Portugal que Abril nos prometeu não se cumpriu… É verdade que acabou a PIDE, mas continuam a haver perseguições por razões políticas, o delito de opinião não consta dos códigos legais, mas existem listas negras em várias áreas profissionais destinadas a ostracizar activistas sindicais ou elementos de espírito independente que não se sujeitam a dobrar a espinha aos caprichos do chefe de serviço, as várias policias usam e abusam do poder, o corporativismo não desapareceu, a Justiça continua a ser uma balança desequilibrada a favor dos ricos e poderosos em prejuízo dos pobres e fracos, a corrupção grassa, o direito de manifestação foi instituído mas as polícias já voltaram a invadir sedes de sindicatos para identificarem activistas e organizadores de manifestações, regressou um certo tipo de moralismo serôdio, fascizante, que levou um magistrado a censurar um corso carnavalesco e um cabo da GNR a mandar apreender um livro que ostentava a reprodução de um quadro famoso na capa (mas era uma mulher nua!), temos eleições mas o “sistema” faz com que os partidos mais pequenos não tenham voz de modo a direccionar as opções de voto para os partidos do arco do poder… Não, este não é o Portugal que nos prometeram no 25 de Abril de 1974.


Vasco Lourenço e os outros dirigentes da Associação 25 de Abril concordaram com esta análise da situação e referiram que os problemas expostos têm reflexo mesmo dentro da instituição militar. Estes militares que fizeram a Revolução dos Cravos acreditam que estão a ser criadas as condições para uma “revolução de escravos”, dada a degradação social no país. Observadores atentos do que se passa, são de opinião que os partidos do poder falharam na sua missão, transformando-se em meros grupos de interesse, que não procuram governar mas, apenas, governarem-se…
Acredito que está na hora de começar a combater este estado de coisas, por dentro do sistema. Votem nas listas do PCTP/MRPP e ponham no Parlamento uma voz que jamais pactuará com as injustiças.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Em campanha, na ADFA

Eram jovens, sonhadores, apaixonados. Tinham a vida toda pela frente. O regime fascista incorporou-os, meteu-os num barco que os levou para longe. Desembarcaram em terras estranhas e foram enviados para combater. Muitos não voltaram. Os que voltaram, vieram diferentes. Mutilados, traumatizados, cauterizados. Em vez de sonhos, passaram a ter pesadelos. Em vez de esperança, amargura.
Trinta e cinco anos depois do fim das guerras coloniais, os deficientes das Forças Armadas continuam em guerra. Com os seus pesadelos e contra o Estado português que, em muitíssimos casos, continua a não querer cumprir com todas as obrigações devidas a quem lutou por ele.


Hoje, ouvi de viva voz o drama de quem ainda não viu ser-lhe reconhecida a condição de antigo combatente ferido em campanha, como é o caso de muitos soldados africanos que lutaram pelo exército português ou o caso de milhares de compatriotas que sofrem de stress de guerra incapacitante e que andam anos e anos para conseguirem uma pensão de invalidez. E há os casos das viúvas que nunca trabalharam, porque se substituíram ao Estado no atendimento aos maridos inválidos e que, hoje, não têm um tostão por esse trabalho heróico nem uma pensão digna da Segurança Social.


Hoje, disseram-me que o país tem de ser solidário com estes antigos combatentes que deixaram pedaços do corpo e da alma em África. E ouvi contar sobre as dificuldades que estes velhos soldados têm de passar quando precisam de substituir próteses ou de lhes fazer algum tipo de manutenção. O Hospital Militar tem listas de espera de 1 ano…
Com a idade, as deficiências físicas adquirem ainda maior penosidade e muitos destes homens precisam de encontrar um lugar no Lar Militar, mas não há vagas. Parece que estamos à espera de que eles morram de velhice para nos livrarmos deste problema…


Ouvi tudo isto e sei que eles têm razão. Reconheço que a vida e a luta destas pessoas é um exemplo, pela tenacidade e pela justeza dos princípios que defendem. O problema deles é que a ideologia dominante na nossa sociedade é uma espécie de proclamação da lei da selva, onde só os jovens e fortes, os belos e saudáveis têm lugar e futuro. Os velhos, os pobres, os deficientes são atirados para um canto como coisas sem préstimo…



Por isso vos digo que, para mim, a luta da Associação dos Deficientes das Forças Armadas não só é justa como uma inspiração contra a prepotência dos insensíveis e dos arrogantes.
Hoje, foi mais um dia de aprendizagem.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Em campanha, reunião com a CT da PT

Foram duas horas de conversa aberta e franca, nas instalações da Comissão de Trabalhadores da PT. Fomos recebidos por Francisco Gonçalves e alguns outros elementos da CT que nos fizeram um retrato fiel, do ponto de vista deles, da situação em que a empresa se encontra.
Ficámos, então, a saber que os trabalhadores da PT estão apreensivos quanto ao futuro, não só por causa da crise financeira internacional que nos afecta, mas porque essa mesma crise tem servido de álibi para a entidade patronal ir retirando, paulatinamente, direitos aos trabalhadores.
Mas, ao mesmo tempo que congelou os aumentos salariais para quem receba mais de 1350 € mensais, a administração da empresa continua a pagar prémios aos seus membros na ordem das muitas dezenas de milhar de € anuais. Além disso, a PT anunciou a intenção de distribuir mais de 530 milhões de € de dividendos pelos accionistas… mas não teve um cêntimo para os trabalhadores. Enfim, o velho capitalismo no seu melhor.
Curiosamente, ficámos a saber que a empresa tem uma divida bancária na ordem dos 6 mil milhões de €… mas em vez de tratar de a amortizar paga dividendos milionários aos accionistas. Ao mesmo tempo, a empresa diz que não pode eliminar o deficit existente no Fundo de Pensões dos trabalhadores de, apenas, 2 milhões de €… mas pode pagar 530 milhões de dividendos aos accionistas…
A PT é a empresa que, em Portugal, distribuiu maior percentagem dos seus lucros em dividendos pelos accionistas. Em 2008, essa índice atingiu os 88%... sendo que a maioria dos accionistas da PT nem são portugueses (70% do capital está nas mãos de estrangeiros) o que faz da PT um dos principais canais de escoamento de dinheiro para fora de Portugal.
Como já disse, foi uma reunião interessante e educativa. Ficámos a conhecer ainda melhor a pouca vergonha dos gestores da PT. No que me diz respeito, enquanto candidato nestas eleições legislativas, posso garantir que jamais descansarei enquanto este tipo de actuação continuar a ser possível em Portugal.