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sexta-feira, 6 de julho de 2012

A PROPÓSITO DA LICENCIATURA “(DES)HONORIS CAUSA” DE MIGUEL RELVAS

O que é sobretudo grave neste caso é que um Ministro ache que a sua conduta se deve avaliar pela sua maior ou menor capacidade para se aproveitar dos “buracos” ou das iniquidades da lei e não também, para não dizer essencialmente, pelo grau ético dos seus comportamentos.

E mais grave ainda é que um Primeiro-Ministro entenda e proclame que a circunstância de um seu Ministro se licenciar num único ano, com o expediente disponibilizado pela Universidade da concessão de equivalências a 32 cadeiras, sob a invocação dos cargos (quase todos político-partidários) que desempenhou, por alegadamente a lei tal permitir, seria… um “não assunto”.

Se Portugal não fosse um País em que, ao nível dos Partidos e dos órgãos do Poder, se perdeu o mais leve vislumbre de vergonha, o Ministro e, com a cobertura que deu a este, o Primeiro-Ministro, estariam há muito na rua!

Mas este lastimável e degradante episódio mostra bem o grau zero da decência a que chegou um País que permitiu que a sua actual classe política dirigente seja no essencial constituída por indivíduos profundamente incultos, assustadoramente ignorantes e verdadeiramente amorais, que nunca fizeram nada na vida a não ser militarem nas juventudes partidárias e daí saltarem para os cargos políticos e públicos, distribuídos entre si como se de coutadas privativas dos Partidos do Bloco Central se tratassem.

E, já agora, recorde-se que são estes mesmos “neo-yuppies” que, sempre com os chavões da “eficiência”, da “competitividade” e do “empreendedorismo” na boca, vêm todos os dias pregar que os Portugueses são preguiçosos, acomodados e piegas, que viveram acima das suas possibilidades e que agora devem aceitar e carregar com toda a sorte de sacrifícios que esta gente sinistra lhes mande para cima.

É tempo de dizer “BASTA!”.

sábado, 30 de abril de 2011

OS 5 PARTIDOS PARLAMENTARES E A DEMOCRACIA - PARTE III

Parte 1: http://bloggarciapereira.blogspot.com/2011/04/os-5-partidos-parlamentares-e.html
Parte 2: http://bloggarciapereira.blogspot.com/2011/04/os-5-partidos-parlamentares-e_28.html

E a farsa da Democracia continua (agora com o PSD)!...

O PSD dignou-se finalmente, ao final de 6ª feira, dia 29, dar esta resposta à carta que lhe dirigira sobre os debates televisivos discriminatórios:

"Encarrega-me o Senhor Presidente da Comissão Política Nacional do PSD de acusar a recepção da sua carta de 20 do corrente e informar que a Direcção de Campanha do PSD entende que, após ter dado também a sua aprovação ao modelo acordado de debates sobre as eleições legislativas de 2011, neste momento já não existem condições para se iniciar novo processo negocial."

Ou seja, a Direcção do PSD acorda em 18 de Abril com as três televisões o modelo dos debates a 5 e menos de 48 horas depois recebe a minha carta a questioná-la sobre a posição acerca dos mesmos debates. E o que faz?

Deixa passar 9 dias e depois vem invocar que "neste momento já não existem condições" para se repôr a legalidade democrática...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

OS 5 PARTIDOS PARLAMENTARES E A DEMOCRACIA - PARTE II

Parte 1:
http://bloggarciapereira.blogspot.com/2011/04/os-5-partidos-parlamentares-e.html


“A única resposta dos 5 Partidos parlamentares à questão dos debates televisivos”

Manda a verdade que refira publicamente que o único dos 5 Partidos do Parlamento que deu resposta, e logo no dia 21, à minha carta indagando da respectiva opinião sobre os discriminatórios debates televisivos foi o PCP, resposta essa da Comissão Politica do respectivo Comité Central, e que transcrevo:


“A responsabilidade da organização dos debates no âmbito das presentes eleições legislativas, da opção sobre a sua estrutura e intervenientes resulta de uma decisão final dos órgãos de comunicação social que os organizam.

Como é do conhecimento púbico o PCP tem desde sempre expressado uma posição favorável à realização de debates plurais com envolvimento do conjunto das forças políticas no debate eleitoral no quadro de um modelo adequado ao número de intervenientes e ao que dai resulta em termos de densidade de compromissos.

Pelo que não será da parte do PCP que se encontrarão dificuldades à organização de debates extensivos ao conjunto das forças políticas concorrentes.”


Ainda que entendesse que se imporia uma posição mais firme e energética contra a discriminação, não deixo porém e sobretudo de sublinhar que os outros 4 Partidos (PS, PSD, CDS, e BE) permanecem até hoje no mais ensurdecedor dos silêncios!…