Mostrar mensagens com a etiqueta (des)Governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta (des)Governo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fome

Um estudo recente da DECO mostra que em Portugal 40.000 idosos passam diariamente fome, enquanto de acordo com o Eurobarómetro para 62% dos portugueses o salário mensal não chega para as despesas correntes.
Todos os dias se conhecem novos casos de despedimentos colectivos e, não obstante, pouco mais de metade dos desempregados têm acesso a um subsídio de desemprego de valor bastante baixo.
Uma e outra situação são justificadas com a falta de fundos, mas sabe-se agora que a CGD, para cobrir o buraco financeiro do BPN, já entrou para este banco com o astronómico valor de 3,5 mil milhões de euros. É esta a "política social" que temos tido, e que Sócrates quer agora continuar - o dinheiro que falta para apoiar os mais pobres e vulneráveis sobra sempre para dar cobertura aos golpes e à má gestão dos Senhores do dinheiro!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A posse do novo Governo - mais do mesmo!

A posse do novo Governo não trouxe nada de novo nem augura nada de bom para o Povo Português. Na verdade, para além de retirar do Executivo os Ministros mais "queimados" da anterior equipe, como os da Educação, da Justiça e da Agricultura, Sócrates continua a mostrar uma gritante incapacidade democrática de compreender o que é um Governo minoritário. E de perceber os últimos resultados eleitorais - é que ele não foi eleito para aplicar o Programa do PS e o Povo tirou-lhe a maioria absoluta exactamente para isso. Passados os flashes desta cerimónia, bastará esperar pela proposta do novo orçamento de estado para se verificar que, não obstante as poses e os sorrisos oficiais, "os lobos podem perder os dentes, mas nunca perdem os intentos"...

foto de Nuno Ferreira Santos (Jornal Público)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A verdadeira política de Sócrates

O agora anunciado despedimento de 590 trabalhadores da Qimonda mostra bem não só qual a verdadeira política do Governo de Sócrates como também aquilo que daqui para diante, uma vez terminado o circo eleitoral, espera os operários e demais trabalhadores deste país.


A Qimonda´era uma empresa tecnologicamente avançada, com um operariado altamente qualificado e que dava lucro! Se a empresa-mãe, no âmbito de um negócio com os capitalistas chineses decide fechar a fábrica de Portugal, só havia uma medida, e uma medida bem simples, a tomar para salvar uma empresa estrategicamente importante para o País como esta e impedir o despedimento de centenas e centenas de trabalhadores e a fome e miséria que daí necessariamente advirão - os fundos que, pela mão de Sócrates, serviram para salvar o BPN e nacionalizar os prejuízos decorrentes da má gestão e do lucro desenfreado do grande capital financeiro, davam afinal para salvar 4 ou 5 Qimondas!

É inteiramente justo que os trabalhadores da Qimonda se batam pela nacionalização da empresa e pelo impedimento dos despedimentos. Como é inteiramente justo que todos os outros trabalhadores lhes manifestem a sua solidariedade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Lei da Selva


Extremamente gratificante e enriquecedora a ida, hoje, à Associação Portuguesa de Deficientes. Trata-se de uma Associação que não se limita a prestar serviços aos associados sendo, fundamentalmente, uma estrutura de defesa dos direitos dos deficientes. A APD vive do trabalho inteiramente voluntário e gratuito dos seus dirigentes. Conta já com mais de 20 mil associados. Durante o encontro, a Direcção da Associação teve oportunidade de denunciar aquilo que classificou como actuação inteiramente demagógica e profundamente atentatório dos direitos dos deficientes, que foi a acção do governo de José Sócrates.
Na verdade, não obstante a assinatura de Declarações internacionais sobre os direitos dos deficientes e sobre a escola inclusiva, o que o Executivo depois fez foi aprovar leis em sentido exactamente oposto: a lei que passou a sujeitar ao pagamento de IRS muitos dos deficientes, a lei que passou a permitir às seguradoras agravar substancialmente o prémio ou mesmo recusar o seguro a cidadãos com deficiência (impedindo também a concessão dos empréstimos bancários para compra de habitação). Além disso, o Governo dispensou milhares de professores do ensino especial, e limitou gravosamente o acesso a este apenas às crianças com deficiências mais graves e de carácter permanente. Com Sócrates, as escolas deixaram de ter as condições materiais e logísticas indispensáveis para que o ensino especial possa ser adequadamente ministrado. Ou seja, e em suma, uma demonstração insofismável de como, também neste caso, Sócrates declarou ir fazer uma coisa, em prol dos mais desprotegidos e, afinal, fez exactamente o oposto.
Por isso, tive a agradável surpresa de verificar que a APD escolheu como lema para aquilo que devem ser as medidas da nova legislatura, um lema muito similar ao que eu próprio escolhi aquando das últimas eleições presidenciais e que proclama a exigência de "mudar de rumo!".
Tive a oportunidade de transmitir à Direcção da APD que se for eleito deputado, assumirei ser a voz dos deficientes no Parlamento e apresentarei de imediato propostas de lei revogando as injustiças agora aprovadas e postas em vigor pelo governo de Sócrates. Salientei também que este profundo desprezo pelas pessoas com deficiência é precisamente uma das vertentes do pensamento neo-liberal e do "darwinismo social" que o caracteriza, pregando a lei da selva e defendendo que só têm direito à vida os "normais" e os "perfeitos" e que os mais vulneráveis, das crianças e idosos aos doentes e deficientes, devem ser atirados para um canto como se de trapos se tratassem.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sócrates não merece ser reeleito

O governo português, numa atitude impar no Mundo, em vez de tomar medidas de apoio à actividade produtiva e medidas de apoio social aos desempregados e reformados, preferiu ajudar o grande capital financeiro, especulativo, que não investe nem estimula a actividade produtiva. Este governo, em vez de apoiar as pequenas e médias empresas – espinha dorsal da economia portuguesa – só teve olhos para as grandes empresas estrangeiras as quais, muitas vezes, depois de embolsarem apoios e benefícios, vão-se embora e mandam os respectivos trabalhadores para o desemprego.
Em vez de criar 150 mil postos de trabalho, elevar os salários e as pensões, de combater a pobreza, Sócrates – com a sua política neo-liberal – agravou drasticamente o desemprego, colocou o país em níveis inauditos de miséria social, baixou os salários reais e as pensões e até obrigou os reformados a pagarem impostos.
Com a complacência e cumplicidade antidemocráticas dos presidentes Jorge Sampaio e Cavaco Silva, fez toda a sorte de promessas e, depois, quando sacou os votos e se apanhou no poder, não cumpriu uma única delas. Não merece ser reeleito.