terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

OS NOVOS ASSASSINOS NO TRABALHO

É extremamente importante, e ao mesmo tempo arrepiante, a entrevista recentemente dada por um dos grandes especialistas do tema do Assédio Moral no Trabalho que é o Professor e Psiquiatra francês Christophe Dejours. Aconselho por isso, vivamente, a sua leitura. E apelo à reflexão séria e aprofundada para que tal entrevista nos convoca:

http://www.publico.clix.pt/Sociedade/um-suicidio-no-trabalho-e-uma-mensagem-brutal_1420732

12 comentários:

  1. Em primeiro lugar, e em relação ao testo, que li na integra, considero que é assim , que se faz jornalismo e informação de eleição, deve de ser um exemplo a seguir.

    Em segundo lugar, considero que na matéria vertida na entrevista toda ela é de facto uma denúncia, bem reveladora do que é e com se tem desenvolvido, com novas formas, o sistema capitalista, bem com o papel pouco activo de alguns sindicatos, ou seja, o papel praticamente passivo, de parte para não dizer da maior parte de alguns dirigentes desses sindicatos, porque de todo ainda não compreenderam esta nova evolução do sistema capitalista.

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  2. "Uma formação para o assédio?
    Exactamente. Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato.

    Está a descrever um cenário totalmente nazi...
    Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la – foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio."

    Se fosse eu e no fim do "estágio de formação" me sugerissem uma barbárie destas pedia o dinheiro de volta e apresentava queixa, tal e tamanha é a estupidez e crueldade deste animal (o director do estágio).

    Vivemos numa época em que os valores da Vida e do Viver são pura e simplesmente esmagados pelos valores do dinheiro, da fama, do estatuto e outras artificialidades, que em nada ajudam o animal humano a Viver Bem.
    E quando existem "directores de estágios" que utilizam seres vivos para obrigar outros seres vivos a matar, apenas por matar... algo vai mesmo muito mal com a nossa espécie.

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  3. Meus caros, subscrevo-vos inteiramente!

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  4. Caro Professor,

    Primeiro quero pedir desculpa pois o comentário não está ligado ao post, depois, se não for pedir muito, gostaria de ouvir a sua opinião sobre toda essa telenovela da alteração da lei das finanças regionais.

    Um abraço, daqui do meio do Atlântico, de uma terra que sei que gosta muito.

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  5. Fantástico em oportunidade, em denúncia e altamente didático este artigo.

    Ainda bem que visitei o seu blogue. Comprei o "Publico" desse dia, li meia dúzia de cuscuvelhices, era para o acabar de ler em casa e não li. Já tinha ido para o lixo. Ainda bem que por aqui passei. Obrigado.

    Merecia bem uma pequena brochura, baratinha, para os trabalhadores portugueses.

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  6. Muito obrigado! E vou pensar a sério na sua sugestão da brochura. Um abraço.

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  7. Caro Dr. Garcia Pereira,
    Os meus parabéns pelo seu oportuno e esclarecedor post, do horror em que o Homem se está a transformar!
    Esses assassinos merecem mais a cabeça no cepo, do que o Sadham Hussein. Esses são tipo Bin Laden! O Mundo está assustador à conta de tanta ganância e as pessoas devem andar bastante distraídas destes horrores.
    Deixo aqui um link que denuncia os crimes das farmacêuticas e dos cientistas... se não enlouquecer ao passar de uns minutos, seria bom estar ao corrente... suponho que esteja até mais do que eu, mas fica o link. Isto é mesmo terrorismo dissimulado para atingir o maior número de pessoas.

    http://www.ecocaravan.blogspot.com/

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  8. Caro Jordão,

    Agradeço-lhe a sua questão, peço desculpa pelo atraso e, de facto, já me pronunciei publicamente sobre a mesma no programa Antes pelo Contrário da RTP1 que poderá ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=G2v2v36hgTc&feature=player_embedded

    (É verdade, gosto muito dessa terra...)

    Um abraço.

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  9. Sigo com atenção Garcia Pereira e o PCTP/MRPP. Tenho observado que, com o decorrer dos anos, cada vez mais há coincidência de posição entre o PCTP/MRPP e o PCP. Estas duas organizações são o que resta do marxismo-leninismo em Portugal. Agora, todos os outros que se reclamavam destes pilares ideológicos, passaram-se para a «esquerda moderna». Acabou a querela da URSS/China. Ambas as organizações têm um passado glorioso: de luta contra o fascismo, de defesa da classe operária e de empenho por uma sociedade socialista. É tempo de pensar na aproximação e na unidade. O que nos impede? O preconceito do passado?

    RS

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  10. Meu caro Rui Silva,

    Antes de mais desculpe o atraso da resposta ao seu comentário mas motivos pessoais e profissionais intransponíveis têm-me mantido, infelizmente, afastado. Só ontem publiquei os comentários que entretanto foram enviando.

    Acerca do seu comentário: compreendo e respeito o seu desejo de unidade. Mas a verdade é que nem há cada vez mais coincidência de posições entre o PCTP/MRPP e o PCP nem creio que este último tenha algo de marxista-leninista.

    Facto é que o PCP há muito tempo que deixou sequer de falar de Revolução, de tomada do poder e de ditadura do proletariado. Mas isso não quer dizer que aqueles que se consideram de esquerda não se possam unir, na base de princípios correctos, e em função de propostas ou lutas concretas. Dou-lhe um exemplo: o combate decidido e consequente contra o PEC e a defesa de uma grande, forte e bastante bem organizada Greve Geral Nacional.

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